Operação Patrulha: Força-Tarefa prende suspeitos e desvenda monitoramento ilegal de áreas policiais por facção criminosa
- 10/07/2023
- No Amapá
Na manhã desta segunda-feira (10/07), a Força-Tarefa de Segurança Pública do Amapá deflagrou a Operação Patrulha, com o objetivo de combater uma facção criminosa atuante no estado. Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros Infraero I e II, Novo Buritizal e Central, resultando na detenção de três suspeitos ligados à organização criminosa.
A Operação Patrulha é um desdobramento da Operação Caixinha, realizada em março deste ano, que visava desarticular o núcleo financeiro da facção. Durante as investigações, descobriu-se um esquema no qual líderes cobravam taxas mensais, conhecidas como "caixinha", dos membros da facção em troca de benefícios e proteção.
Além disso, as autoridades identificaram que membros da facção estavam envolvidos em atividades de vigilância e monitoramento das áreas dominadas pela organização criminosa. Utilizando câmeras de vigilância estrategicamente posicionadas, eles acompanhavam a presença de facções rivais e monitoravam as atividades policiais na região. Essa prática tinha como objetivo fornecer informações aos demais integrantes da facção, indicando a direção dos agentes de segurança e garantindo a segurança das atividades ilegais, como o comércio de drogas.
Durante as diligências, também foram descobertos indícios da existência de um "tribunal do crime" operado pelos membros da facção. Um dos investigados recebeu a tarefa de aplicar uma punição a um integrante da organização e relatou ter "estourado a cara da pessoa". No entanto, os mandantes o repreenderam, instruindo-o a causar lesões apenas nos braços, costas e pernas.
Outros casos revelaram planos para a execução de três indivíduos, incluindo membros da facção e civis que se opunham às leis estabelecidas pelo grupo criminoso. Além disso, foi constatado que a facção exigia uma taxa de R$ 100,00 dos comerciantes locais, sob ameaça de retaliações em caso de não pagamento.
Os suspeitos envolvidos nessas atividades ilícitas poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas e integrar organização criminosa. Em caso de condenação, estarão sujeitos a uma pena de até 23 anos de reclusão, além do pagamento de multa.
A Força-Tarefa de Segurança Pública (FTSP), composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Instituto de Administração Penitenciária e Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, é responsável pela coordenação e execução de operações conjuntas para combater a criminalidade e garantir a segurança da população do Amapá.
