O manejo florestal sustentável será um dos destaques da Expofeira 2026. Durante o evento, o público poderá conhecer as etapas da cadeia produtiva da madeira, desde a retirada planejada das árvores até o beneficiamento e a comercialização dos produtos nos mercados nacional e internacional.
Segundo o diretor-presidente do Instituto de Terras do Amapá, Jorge Rafael, a exposição mostrará como funciona a exploração legal e responsável dos recursos florestais.
"Vamos destacar a madeira obtida por meio do manejo florestal sustentável, e não aquela proveniente da extração ilegal e do desmatamento. O público poderá acompanhar todo o processo, desde a retirada da madeira em toras até o beneficiamento", explicou.
A legislação ambiental permite a retirada máxima de 30 metros cúbicos de madeira por hectare, volume equivalente a aproximadamente duas ou três árvores em uma área do tamanho de um campo de futebol. A extração é autorizada pelos órgãos ambientais e concentrada em espécies com valor comercial, sem comprometer a sustentabilidade da floresta.
A abertura deixada pela retirada planejada das árvores aumenta a incidência de luz e favorece o crescimento de indivíduos mais jovens, contribuindo para a renovação da floresta e a manutenção da biodiversidade.
As toras são catalogadas e recebem códigos com informações de geolocalização, o que permite rastrear e comprovar a origem da madeira mesmo após o beneficiamento. Nas unidades de processamento, o material é transformado em pisos, revestimentos, móveis e outros produtos.
A madeira certificada proveniente de áreas manejadas no Amapá tem forte demanda na Europa, nos Estados Unidos e em países asiáticos. O interesse é impulsionado pela procura por produtos de origem legal e produzidos sem comprometer os recursos naturais.
A regularização fundiária e ambiental tem contribuído para a retomada do setor madeireiro e para a recuperação de postos de trabalho antes prejudicados pela exploração clandestina. Atualmente, mais de 40 produtores florestais atuam em parceria com comunidades agrícolas e extrativistas no manejo, no beneficiamento e na comercialização da madeira.
Considerado o estado mais preservado do país, o Amapá busca ampliar a oferta de madeira legalizada nos mercados nacional e internacional. A atividade integra a economia verde ao conciliar a geração de emprego e renda com a conservação ambiental e o uso responsável dos recursos florestais.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Extração e Desdobramento de Madeiras no Estado do Amapá (Sindmadeiras-AP), Carlos Henrique Ulchak, afirmou que a participação na Expofeira permitirá apresentar a atividade e a retomada do setor florestal.
"Trabalhamos com madeira proveniente do manejo florestal sustentável, de origem legal, rastreada e de qualidade, destinada à construção civil e à exportação. O setor está retomando suas atividades no Amapá e voltando a gerar muitos empregos", destacou.
