Grupo Equatorial realiza feira e premia empreendedores do Programa MUDA com incentivo de R$ 10 mil no AP
- Redação
- 08/04/2026
- Reconhecimento
Primeira Feirinha Equatorial reuniu negócios da bioeconomia amazônica e marcou o encerramento de um ciclo com apoio direto a iniciativas locais.
O Grupo Equatorial, através do Instituto Equatorial, realizou, nesta terça-feira (07), em Macapá, a primeira edição da Feirinha Equatorial, evento que marcou o encerramento de mais um ciclo do Programa MUDA, iniciativa voltada ao fortalecimento da bioeconomia e do empreendedorismo comunitário na Amazônia. A programação ocorreu no estacionamento da empresa e reuniu empreendedores da Casa Prospera, parceiros institucionais e a comunidade.
Aberta ao público, a feira apresentou produtos desenvolvidos por empreendedores locais, com destaque para comidas típicas, chocolate, café, vinhos artesanais, artesanatos e soluções sustentáveis, além de música ao vivo. O espaço se transformou em uma vitrine da criatividade e da força produtiva local, conectando diretamente os empreendedores com a população.
Na oportunidade, foram apresentadas as iniciativas selecionadas pelo projeto e que receberam um incentivo financeiro através do MUDA.
Edital Muda
Ao todo, 30 empreendedores foram capacitados no Amapá por meio do MUDA. Desses, cinco negócios avançaram para a etapa final e receberam um capital semente de R$ 10 mil cada, além de notebooks e pacote de internet por 12 meses, como incentivo para fortalecer e expandir suas atividades. No evento, todos foram reconhecidos.
No evento também foi anunciada a participação desses cinco empreendimentos no Bioeconomy Amazon Summit, evento que será realizado no Pará em 2026 e visa promover e desenvolver o ecossistema de inovação em bioeconomia, ancorado na ciência e nos saberes tradicionais, colocando o empreendedor amazônico como destaque.
“O Programa MUDA é mais do que uma iniciativa de capacitação. Ele cria oportunidades reais para que empreendedores locais cresçam de forma sustentável, valorizando o território e gerando impacto positivo nas comunidades. Esse evento marca um ciclo muito importante na vida empreendedora de todos eles”, destacou Carlos Afonso, diretor de Sustentabilidade e Segurança do Grupo Equatorial.
Selecionados no MUDA
Entre os negócios reconhecidos com o incentivo estão iniciativas que traduzem a diversidade e a inovação da bioeconomia amazônica. A Amazon Bioprotein foi um desses empreendimentos e desenvolve alimentos funcionais a partir do cariru orgânico em parceria com famílias quilombolas.
Já o segundo beneficiado, foi o Café de Açaí da Faustina, iniciativa que transforma o caroço do açaí geralmente descartado como resíduo em um produto inovador, nutritivo e cheio de identidade amazônica: o café de açaí. A bebida é resultado de um processo artesanal de torra e moagem que preserva a essência da floresta, gerando sabor único e sustentável.
Para o responsável pela empresa, Francisco Soares, a participação na capacitação através do edital foi fundamental para o empreendimento.
“Pra mim foi uma vitrine que se abriu. O projeto já existia, mas não tinha a visibilidade que tem hoje. Nós só crescemos durante esse processo e só estamos crescendo. Um dos ensinamentos foi a não misturar o dinheiro pessoal com o do meu negócio. Eu aprendi a como não fazer isso e como aplicar de forma correta”, disse.
Também foi selecionada a empresa Golden Hands, que produz vinhos artesanais com frutas nativas, cultivadas em áreas de floresta familiar e adquiridas de famílias locais, valorizando ingredientes amazônicos com práticas sustentáveis.
O Kupulatte, quarto ganhador, tem um empreedimento voltado à produção de chocolate a partir do cupuaçu, que adquire sementes de feirantes locais e busca expandir parcerias com cooperativas do Amapá, contribuindo para o aproveitamento de resíduos do processamento da polpa.
Por fim, a também selecionada Vitrum, que atua na reciclagem de vidro transformando em peças cimentícias e areia de vidro para uso na construção civil, atuando em todo o ciclo da reciclagem. Atua em Macapá com parcerias locais na gestão de resíduos e participação em grandes eventos, colaborando também na articulação de redes de catadores no estado.
Para a empresária Janaína Sousa, fundadora e diretora da Vitrum, ser selecionada no programa foi algo enriquecedor e que conseguir aplicar os ensinamentos recebidos durante as mentorias do projeto foi fundamental para o empreendimento crescer.
“Foi uma experiência muito importante e muito interessante e fez com a gente olhasse para o nosso negócio de outra forma. O programa tinha o objetivode trabalhar com empresas que trabalhassem o impacto social beneficiando a sociedade e o meio ambiente e a nossa empresa está dentro do que o projeto pedia: nós reciclamos e conseguimos gerar renda para outras pessoas através da coleta”, afirmou.
Todas as etapas do Programa Muda foram fundamentais para todos os empresários que participaram, com as orientações e aprendizados conseguimos aplicar nos nossos negócios. A nossa empresa ser selecionada também foi uma grande alegria”, destacou uma das empreendedoras.
Para o presidente do Grupo Equatorial no Amapá, Augusto Dantas, a oportunidade é mais uma iniciativa do Grupo Equatorial através do Instituto com a responsabilidade social.
“Conhecemos os cinco negócios que foram selecionados e que receberam um incentivo do Grupo mas ainda temos muito mais a fazer. O Programa Muda não para por aí e ainda vai seguir acompanhando essas pessoas para que elas continuem alavancando as suas empresas e tendo destaque ainda maior no Brasil e no mundo. Ficamos muito felizes com mais uma entrega”, destacou.
Estruturado em etapas que incluem capacitação, mentorias e acompanhamento técnico, o Programa MUDA tem como foco a consolidação de negócios sustentáveis e a geração de renda em territórios amazônicos e em 2025 ocorreu nos estados do Pará e Amapá. A iniciativa também promove a conexão entre empreendedores, instituições e mercado, ampliando oportunidades e fortalecendo cadeias produtivas locais.
Comunicação do Grupo Equatorial
