Foto: Sal Lima/GEA
Estruturas do Réveillon do Amapá são desmontadas na Fortaleza de São José.

Estruturas do Réveillon do Amapá são desmontadas na Fortaleza de São José.

Trabalhadores participaram de oficina de educação patrimonial, respeitando o plano de adequação do espaço; já foram retirados os sistemas de sonorização, iluminação e cenografia.


Desde o dia 1º de janeiro, a mega estrutura do Réveillon do Amapá vem sendo gradativamente desmontada, respeitando o plano de conservação e adequação do anfiteatro da Fortaleza de São José de Macapá, local dos quatro dias de programação realizada pelo Governo do Estado, iniciativa privada, Ministério do Turismo e senador Davi Alcolumbre.

Já foram retirados os sistemas de sonorização, iluminação, cenografia e pisos de madeira. A conclusão dos serviços está prevista até a próxima semana. O trabalho integra o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Secretaria de Cultura do Estado (Secult) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

"Quando o Governo do Estado pensou o Réveillon, visamos garantir primeiro a integridade física do monumento histórico da Fortaleza de São José e por isso, firmamos um TAC com o Iphan que prevê não só ações reparatórias, mas principalmente, o plano de conservação e adequação do anfiteatro, ou seja, as praças ao norte e leste do monumento serão revitalizadas numa segunda etapa de ações", destacou a secretária de Estado da Cultura, Clícia Vieira Di Miceli.

Já foram retirados os sistemas de sonorização, iluminação e cenografia

Já foram retirados os sistemas de sonorização, iluminação e cenografia - Foto: Sal Lima/GEA

Antes dos serviços de montagem e retirada da estrutura, os trabalhadores das empresas contratadas participaram de uma oficina de educação patrimonial com a gerência do Museu da Fortaleza de São José, para que entendessem a importância histórica do lugar e respeitassem às diretrizes de uso da área, que é adequada para grandes eventos.

A secretária também pontuou que, todos esses cuidados com a Fortaleza são necessários, uma vez que, por se tratar de um bem cultural tombado, existem fundamentos legais que regulamentam esses bens, visando garantir a sua preservação. 

“A utilização da Fortaleza para eventos integra a estratégia de gestão do patrimônio, sendo desejável por estimular a apropriação social do espaço e destacar a relevância cultural da edificação", explicou Clícia.

Após a retirada de toda a estrutura, representantes do Iphan farão um relatório do espaço para averiguar se não houve nenhum dano ao patrimônio e arredores. Conforme acordo, o Governo do Estado será responsável pelas reestruturações.

Trabalhadores das empresas contratadas participaram de uma oficina de educação patrimonial com a gerência do MuseuTrabalhadores das empresas contratadas participaram de uma oficina de educação patrimonial com a gerência do Museu - Foto: Sal Lima/GEA

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Operação de limpeza

Após quatro noites de celebrações e shows, o Governo do Estado realizou uma grande operação de limpeza no anfiteatro da Fortaleza de São José e todo o entorno, chegando até a Casa do Artesão. Ao todo, foram recolhidas aproximadamente 112 toneladas de resíduos entre os dias 28 de dezembro de 2024 e 1º de janeiro de 2025.

As atividades foram conduzidas por equipes da Secretaria de Estado de Transporte (Setrap), com a participação de 80 colaboradores por dia. Além disso, a operação contou com o apoio de dois caminhões basculantes, uma retroescavadeira e um caminhão-pipa, utilizados diariamente para agilizar o processo de limpeza.

Previsão é que os serviços de desmontagem da estrutura encerrem na sexta-feira, 10Previsão é que os serviços de desmontagem da estrutura encerrem na sexta-feira, 10 - Foto: Sal Lima/GEA

Restauro da Fortaleza

A iniciativa reforça a responsabilidade ambiental e a preservação da Fortaleza de São José de Macapá, que está passando por obras de restauro.

O projeto, que está sendo executado por etapas, em parceria com o Governo Federal, prevê a revitalização, conservação e requalificação da maior fortificação do Brasil, além de promover uma nova destinação social aos espaços físicos com a criação de galeria de artes, restaurantes, salas de exposições e espaço para shows.

Por Bianck Bastos

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