Apenas 6,98% do público vacinável recebe a vacina bivalente contra a Covid-19 no Amapá
- 03/06/2023
- Covid-19
Baixa adesão preocupa autoridades de saúde, que reforçam a importância da imunização.
Desde o início da campanha de imunização com a vacina bivalente contra a Covid-19, em fevereiro deste ano, apenas 6,98% do público vacinável no Amapá recebeu a dose, mesmo após o Ministério da Saúde (MS) ampliar esse grupo para qualquer pessoa com mais de 18 anos de idade. Os dados divulgados pela Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) revelam que o percentual equivale a 47,7 mil pessoas, muito abaixo da meta de 90% estipulada pelo MS.
A baixa adesão à vacina bivalente é motivo de preocupação e levanta a necessidade de conscientização da população sobre a importância da imunização. Margarete Gomes, superintendente da SVS, destaca a relevância da vacina e ressalta que todos os postos de saúde estão disponibilizando a dose, que é a melhor resposta para o sistema imunológico. Ela enfatiza a necessidade de que todas as pessoas se imunizem e se protejam da Covid-19.
Os números também são preocupantes nos municípios do estado. Em Macapá, capital do Amapá, 31.282 pessoas foram vacinadas, mas nos municípios de Pracuúba, Itaubal e Ferreira Gomes, o número de imunizados é bastante baixo, com 113, 215 e 355 pessoas vacinadas, respectivamente.
A vacina bivalente é essencial para garantir uma ampla proteção contra a doença, pois oferece imunidade tanto contra a cepa original do novo coronavírus quanto contra as variantes que surgiram ao longo da pandemia, incluindo a variante ômicron, atualmente em maior circulação no mundo. Sendo aplicada em dose única, essa vacinação é considerada mais eficaz.
O Amapá recebeu duas remessas de doses da vacina bivalente para a Campanha Nacional de Vacinação 2023 contra a Covid-19. A primeira remessa, em fevereiro, totalizou 63.246 doses, seguida por uma segunda remessa, em abril, com 54.720 doses, enviadas pelo Ministério da Saúde para abastecer os municípios do estado.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A baixa adesão à vacina bivalente preocupa as autoridades de saúde, e o estado tem trabalhado em parceria com os municípios para reverter essa situação. Maria Angélica Oliveira, coordenadora estadual de Imunizações da SVS, destaca que, para ter acesso à vacina, é necessário ter recebido pelo menos duas doses do esquema primário com a vacina monovalente, aplicada em todo o país desde 2021, além de um intervalo mínimo de quatro meses desde a última dose.
Com informações de Mônica Silva/GEA
