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PF

Polícia Federal cumpre mandados para investigar fraude nas escalas de plantões de médicos

Profissionais recebiam até R$ 24 mil em plantões não cumpridos

A
Redação Amapá Digital 03/10/2024 às 00:00
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Polícia Federal cumpre mandados para investigar fraude nas escalas de plantões de médicos
PF

Macapá/AP. Na manhã desta quinta-feira, 3/10, a Polícia Federal, em parceria com o Ministério Público Estadual no Amapá, deflagrou a Operação Jaleco Fantasma, que busca desvendar possível esquema criminoso onde médicos do Hospital de Clínicas Doutor Alberto Lima (HCAL) estariam fraudando a escala de serviço, desde abril de 2022, prejudicando o atendimento ao público do hospital.

Ao todo, treze mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Macapá, nos bairros: Universidade, Santa Rita, Laguinho, Cabralzinho, Beirol, Centro e no próprio hospital.

Como funcionava a fraude:

A investigação identificou que, para uma determinada especialidade médica, eram feitas duas escalas de plantões, sendo uma oficial e publicada no site da SESA e outra paralela, que não é publicada.

Somando ambas, cada médico deveria cumprir em média 24 plantões de 12h por mês. Cada plantão custa cerca de R$ 1 mil reais, totalizando R$ 24 mil reais pagos, em média, a cada médico, por plantões que não eram cumpridos.

Durante a investigação, observou-se que os servidores públicos, apesar de receberem os valores, ao invés de cumprirem o horário de serviço regular para o qual estavam escalados, realizavam atividades diversas, incluindo viagens ao exterior, não comparecendo aos plantões.

Verificou-se que pelo menos R$ 3.043.000,00 (três milhões e quarenta e três mil reais) foram pagos indevidamente desde abril de 2022, por plantões não realizados. Esse também foi o valor em bens dos investigados que foram bloqueados judicialmente.

A Justiça ainda determinou o afastamento cautelar de dois servidores do cargo público.

Os investigados podem responder pelos crimes de peculato, falsificação ideológica de documento público e organização criminosa. Se condenados, as penas podem chegar a 25 anos de reclusão, mais pagamento de multa, além da perda do cargo público.

Comunicação Social da Polícia Federal no Amapá

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