Criado pela Lei nº 008/92, de
1º de maio de 1992
Este municipio amapaense teve sua origem a
partir da descoberta de jazidas de manganês no Amapá,
em 1953. A tese mais acertada da origem do nome Pedra Branca é
essa: em constantes viagens de avião à região
das jazidas de manganê3s, um piloto ao longe avistou uma enorme
pedra no rio Amapari que à distância, por ser de um
tamanho bastante grande e de coloração branca, passou-se
a utilizar como marco indicador. Daí em diante passou a se
chamar Pedra Branca, onde posteriormente, com a construção
da ferrovia Serra do Navio – Santana, criou-se um pequeno
vilarejo com o objetivo de dar apoio aos trabalhadores.
Após a realização de
um plebiscito no lugarejo, a população optou pela
transformação em município, o que ocorreu em
1º de maio de 1992, pela lei estadual nº 8, com o nome
oficial de Pedra Branca do Amapari.

Dados Gerais:
Superfície: 9.877
km2
Divisão
política: Sede municipal, Distritos de Cachorrinho,
Centro Novo, Sete Ilhas, Cachaço, Tucano I e Tucano II.
Localização:
Parte centro-ocidental do Estado, com uma altitude de 75,95m
acima do nível do mar, uma latitude de 00 graus, 46 minutos
e 19 segundos Norte e uma longitude de 51 graus, 56 minutos e 36
segundos WGR.
Limites:
Ao Norte: Oiapoque e Serra do Navio; Sul: Porto Grande e
Mazagão; Leste: Serra do Navio e Porto Grande. Oeste: Mazagão
e Laranjal do Jari.
População:
A população do município, segundo estimativas
do IBGE (2006), é de 5.893 habitantes, sendo que 30% estão
na zona urbana, e 70% no meio rural..

Divisões
Fisiográficas
Estudos
do solo e Relevo
No município predominam dois tipos de solo: o latossolo amarelo
e o podzólico vermelho-amarelo. Esses solos são de
baixa fertilidade natural e seu uso para agricultura e/ou pecuária
exige técnica intensiva de manejo.
Do ponto de vista do relevo, o município
apresenta porções de áreas com dois níveis
bastante ondulados ou montanhosos.
Estudo da Vegetação
As terras municipais apresentam um revestimento
florístico apresentado basicamente por florestas tropicais
densas, observando-se a presença de capoeiras e/ou clareiras
que resultam quer da explorações agrícolas
e pecuárias, quer das diversas formas de lareiras minerais
que ocorrem na localidade nas circunvizinhanças.
Hidrograria
O município é bem servido por
rios e igarapés. Dentre os mais importantes smerecem destaques:
rio Amapari e seu afluentes, no sentido sudeste/norte/nordeste;
o rio Mururé, que ocupa a porção centro-oeste;
o rio Cupixi na porção sul e o rio Araguari, na porção
leste do município. Em geral, os rios são piscosos
e suas águas são de boa qualidade para o consumo animal
e humano.
Clima
Predomina o tipo chuvoso (Ami), com pequeno
período seco; temperatura anual nunca inferior a 18 graus
centígrados, habitat natural da vegetação megatérmica
e uma pluviosidade de 2.500 mm por ano e, uma umidade pelativa que
fica ao redor de 80%.

Economia
O município é carente de infra-estrutura,
serviços públicos adequação urbana e
escassez de emprego e renda. Por outro lado, a atividade comercial
de serviços oscila em pequenos e médios estabelecimentos
diversificados, voltados ao consumo básico de produção
no setor industrial, pouco expressivo. A predominância é
para pequenas empresas de construção civil e produtos
alimentícios.
A agricultura municipal está representada
pela produção de cultura de subsistência ou
culturas alimentares, principalmente arroz, milho, feijão
e mandioca.
A mandioca destaca-se entre as demais culturas
e destina-se basicamente para a produção de farinha.
Ao contar da BR-210 (Perimetral Norte), o
municipio possui comunidades distribuídas ao longo dessa
artéria como fontes produtoras de outros produtos como cupuaçu,
abacaxi, laranja, banana, melancia e pupunha, entre outros. Mas
essa produção tem sido prejudicada pela falta de transporte
para o escoamento em direção, principalmente, a Macapá
e Santana, principais municipios do Estado.
Com relação à pecuária,
há uma prevalência do criatório dos grandes
animais sobre os médios e pequenos. Pedra Branca apresenta
uma bovinocultura que supera a bubalinocultura. Em número
de cabeças apresenta um rebanho de suínos em estágios
de crescimento.
A atividade extrativista não está
bastante desenvolvida no município, pois o extrativismo vegetal
está representado quase que exclusivamente para exploração
madeireira, e o extrativismo animal, pela pesca, a qual se desenvolve
de forma artesanal e rudimentar no rio Amapari. O extrativismo mineral
pode ser vista através de pequenos garimpos emalgumas localidades
do municipio, como Jornal e Abacate, entre outros.
Os estabelecimentos comerciais, em sua maioria
são constituídos de tabernas, voltadas para o abastecimento
de gêneros alimentícios à população.
O setor de serviços é muito precário,
considerando-se que não existem agências bancárias
. Existe um cartório municipal, que foi inaugurado em 1989.
A maioria das família possui uma renda familar de 1 a 3 salários
mínimos (em torno de 64%) e o número de desempregados
engrossa a fila dos 3% com renda familiar abaixo de um salário.

Saúde e
Saneamento
De um modo geral, o município dispõe
de um centro de saúde, seis postos de atendimento médico
(dois localizados na sede municipal, um na comunidade de Sete Ilhas
e um em São Sebastião do Cachaço, um no Riozinho,
um no Tucano I, além do município dispor de um médico
clínico geral, três enfermeiros de nível superior,
quatro profissionais de nível médio.
Não existe saneamento. O abastecimento
de água é realizado através de poços
tipo amazonas, e 50% da população já se beneficia
de energia elétrica, principalmente na sede.
Educação
Uma escola estadual de 1º e 2º graus
e uma escola de pré-escolar na sede municipal, 14 escolas
de primeiro grau distribuidas entre a sede e as comunidades.
Uma Escola Família Agrícola,
que atende alunos num sistema de internato rotativo de 15 a 15 dias.

Texto do historiador Edgar Rodrigues
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