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GERAL

03 de junho de 2009

Workshop discute Programa Estadual de Educação Ambiental
Programação prossegue nesta quarta-feira, 3, a partir das 8 horas, com um Painel Integrado de Políticas e Normas

Como parte da programação da Semana Estadual do Meio Ambiente, educadores e pesquisadores do Estado iniciaram, nesta terça-feira, 2, no auditório da Procuradoria Geral do Estado (PGE), um workshop, tendo como tema: discussões sobre as diretrizes e ações do Programa Estadual de Educação Ambiental do Amapá.

O universo das discussões teve como abrangência, a inclusão da Educação Ambiental nos currículos das escolas estaduais. Para a maioria dos professores, a Educação Ambiental não deve ser entendida como disciplina de uma grade curricular, e sim, disseminada como prática de várias ações, independentemente do currículo escolar, que levem tanto a comunidade educacional como a sociedade civil a refletirem permanentemente sobre o “fazer” de cada ente social.

“Só conseguimos mudar a realidade através de discussões, e é exatamente isto que estamos fazendo aqui”, esclareceu o pesquisador da Embrapa, Rogério Machado Alves, que palestrou sobre Avaliação e Reestruturação das Diretrizes e Ações do Programa Estadual de Educação Ambiental no Amapá.

Para o professor José Sampaio de Mota, a Educação Ambiental pressupõe não só a conscientização e o exame crítico da realidade ambiental, mas também visa o desenvolvimento da cidadania. “Nesse ponto, somente ela permite ao educando, e por extensão à sociedade, a construção de valores sociais e o desenvolvimento de habilidades e de consciência”, ressaltou.

Histórico

A história da Educação Ambiental no Brasil começa em 1808, quando é criado o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, por ordem do príncipe regente D. João VI. Em 1850 é criada a primeira legislação ambiental, a Lei Imperial nº 601, proibindo a exploração florestal nas terras descobertas, mas a lei foi ignorada. Em, 1932 é realizada, no Museu Nacional, a primeira Conferência Brasileira de Proteção à Natureza. Em 1961 o presidente Jânio Quadros declara o pau-brasil como árvore símbolo nacional, e o ipê como a flor símbolo nacional. Em 1972, a Delegação Brasileira na Conferência de Estocolmo declara que o país está aberto à poluição, porque o que se precisa é de dólares, desenvolvimento e empregos. Apesar disso, contraditoriamente o Brasil lidera os paises do Terceiro Mundo por não aceitar a Teoria do Crescimento Zero proposta pelo Clube de Roma. Em 1973 é criada a Secretaria Especial do meio Ambiente (Sema), no âmbito do Ministério do Interior, que entre outras atividades, começa a fazer a Educação Ambiental. Em 1976 a Sema e a Fundação Educacional do Distrito Federal, juntamente com a Universidade de Brasília, realizam o primeiro curso de Extensão para Professores do 1º Grau em Ecologia. Em 1981 é sancionada, pelo presidente Figueiredo, a Lei n 6938, de 31 de agosto, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. Em 1988 a Constituição Brasileira, no artigo 225 (Capitulo VI) destaca a necessidade de promover a Educação Ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente.

A programação prossegue nesta quarta-feira, 3, a partir das 8 horas, com um Painel Integrado de Políticas e Normas, no auditório da Sema. Nesse painel serão discutidos assuntos como recursos florestais, coleta e destinação final dos resíduos sólidos, arqueologia e meio ambiente. Esses estudos visam a criação de um formulário de normas estaduais que possam nortear os serviços ambientais, com fins à elaboração final do Plano de Preservação e Controle ao Desmatamento do Amapá.

Na quinta-feira, 4, a partir das 8 horas, os técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente proferirão palestras de sensibilização ambiental de combate à dengue, nas escolas da rede municipal de Macapá.

Edgar Rodrigues
Assessor de Comunicação
Núcleo de Jornalismo Institucional
(96) 3212-1169
dcn@secom.ap.gov.br
www.amapa.gov.br

 


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