Jornal Evangélico
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Airton Gondim Feitosa
Jornalista.
tributaryagf@yahoo.com.br

 

PANICO NO AR

                        O ar está carregado, nuvens acinzentadas circundam o céu da pátria, o ar rarefeito exala o olor podre do repasto de abutres que com apetites não saciados, esperam por mais...

                       Os jogos pan-americanos calaram os inimigos do povo e as ações anti-republicanas perderam o brilho, após cenas hilárias de parlamentares que ousaram comparar os bastidores da Republica a um campo de futebol e o povo a espectadores de um jogo de baixo nível, com o intuito de hostilizar o Presidente do Senado e, que ficaram na vontade.

                        A guerra urbana, essa interminável batalha nas ruas, de um lado os excluídos, do outro cidadãos  pacatos e inocentes tem reapresentado as mais cruciais cenas de horror, deixando as manchetes dos jornais tinta de sangue e os repórteres policiais sequiosos de erigir seus nomes nos murais da fama nem que seja por um dia. Ao especulador sutil, amigo dos enigmas, com o espírito saturado de sutilezas e de mistério, portanto muito preocupado e despreocupado e despreocupado ao mesmo tempo. Por essas razões, deveria ser tratado  com alguma deferência e certa consideração; entretanto, não quero dissimular de modo algum a impressão desagradável que hoje me produz: aos meus olhos mais experientes, embora de modo algum mais frios, e que não se desviariam dessa mesma tarefa à qual ousou considerar a ciência sob a ótica do artista e a arte sob a ótica da vida e, de perguntar, o que significa sob a ótica da vida a moral?

                         Essa derivação apresenta todos os traços característicos da idiossincrasia  de alguns políticos que derivam à margem da utilidade e jogam nos espíritos fragilizados a disseminação  do sentimento de ódio de tudo aquilo que ele não conseguiu ser. Seria o instinto gregário que acaba por encontrar a sua expressão máxima na teoria da imoralidade?

                          Ter sob o comando da maior Nação do hemisfério sul, um homem do povo, uma  derivação política e social da Nova Republica, que instaurou a dignidade e valorizou o homem como um todo, independentemente de conceituações, mais de alguma realidade sócio-cultural. Foi necessário um poeta, sonhador e eclético homem das letras, o Presidente Sarney, que chamou os habitantes dessa nação de brasileiros e brasileiras e mostrou ser possível. Alguns anos depois, o nosso Lula, o homem simples, o suor do povo, a fala do nordestino, os atos da nobreza genética da aridez do sertão, elevou os padrões sociais brasileiros a patamar jamais visto antes.

                           Agora, com o encerramento das férias de parlamentares, aguardavam-se mais tumultos na vida política da Nação, mais, uma grande explosão no aeroporto de congonhas, ceifou mais de uma centena de vidas, destruiu sonhos e fez chover lágrimas de dor por todos os cantos do Brasil.

                         Todos estão apavorados, acostumados a constantes viagens, estarrecem diante do desconhecido ou, imaginam, quando acontecerá o próximo ou mesmo, quem sabe: estarei eu, na lista da fragilidade da aviação brasileira? Seria então hora de pensar, repensar, esquecer o antagonismo político frontal e, ao menos tentar salvar vidas ou, quem sabe, a própria.




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